terça-feira, 21 de maio de 2013

ASSIM TE IMAGINO, MANÚ

Te imaginei Manú, menina travessa
Nas ruas, ladeiras e praias dos Ilhéus
A correr brincadeira de meninos
Te pensei adolescente ainda travessa
Agora já com um que de malícia no olhar
Moça, mulata praiana, no xamêgo Baiana
Passa no perfume cravo, de todos o olhar
Cor de canela, nas curvas do corpo se faz admirar
Nos dengos da menina/moça
Mulher, comunicadora na profissão e no ser
Ainda moleca travessa em risos encanta
Saudades que deixa sempre que se vai
Impossível se cansar de Manú
Impossível não se apaixonar por tal criatura
O criador te fez única, ímpar, sem igual
Parabens, mais um ano a nos iluminar
Parabens, pela mulher, filha e amiga que é
Parabens, por estar entre nós mortais
PARABENS TODOS OS DIAS PRA VOCÊ, MANÚ...

domingo, 19 de maio de 2013

VOCÊ, SONHO

Teus cabelos que não afaguei
Teus olhos que não vi
Teus lábios que não beijei
Teus seios onde não recostei minha cabeça
Tua pele que não acariciei
Teu corpo que não tive
Sonhei com você...
Uma Deusa há povoar meus pensamentos
Uma amante há brincar com meus desejos
Uma fantasia há me fazer fugir da realidade
Um sonho do qual não queria eu acordar
Você jovem entregue a mim
Um perfume doce de menina apaixonada
Um sorriso forte contra os preconceitos da idade e da condição social
Me sentir vivo em todos os aspectos do meu ser
Em teus olhos uma prece de amor
Em teus lábios sabores inebriantes
Em teus seios aconchego infantil
Na tua pele sedosa tentação das pétalas das flores
Do teu corpo um aventureiro desbravando delirios
Me fiz completo em te
MAS ENTÃO ACORDEI

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PEDAÇOS DE MIM II

Sou como brotoejas na pele dos poderosos
Sou o sagrado e o profano
Meu grito mudo incomoda ouvidos surdos
Há um não sei o que de desespero ao derreador
Minha morte acalmaria muitos corações
Por minha voz não poder mais acusa-los
Nem o meu dedo aponta-los
Não tenho medo de dizer
Meu calar não é covarde
É o preocupar com os meus
Sei ter culpa do que sei podem pagar inocentes
Já que assim agem os covardes
A nos apunhalar onde mais doí
Não fiz das minhas lutas caminhos para o poder ou a riqueza
Mas foram meus ideais a me impulsionar
Me impus contra os ditames dos saqueadores do poder
Me insurgir quando muitos esconderam-se além mares
Gritei por aqueles que estavam amordaçados
Lutei por aqueles que estavam presos
Pensei ter companheiros ao lado
Eram apenas outra gleba de usurpadores
Fui usado como lança a ferir
E como bandeira a proclamar a vitoria do bem
O bem para poucos o poder para alguns
Os que tombaram esquecidos estão
Os que já não servem mas aos atuais donos, abandonados à própria sorte
Meus pés ainda descalços
Minhas mãos vazias
Meu coração sangrando
Mas meus ideais ainda íntegros

quarta-feira, 15 de maio de 2013

PEDAÇOS DE MIM

Minha vida sempre foi singular, diferente
É este o meu passado. Muitas lutas
Meu presente nublado, tempestuoso, ostracismo
Meu futuro incerto, sem uma ténue luz no final
Amizade é como um emprego onde voce só tem importância enquanto serve
Me encontrei num hiato em minha existencia
Me dizem bipolar, esquizofrênico, um maluco funcional
Bons seres me clamam Poeta. Anjos é que são
Meu ser é hoje a sofrer a desilusão em acreditar
Me chamem pecado, arrogância, grosseiro. Só não me deixem só
Minha alma se expande no horizonte em vigília
Pedaços de mim sobram a faltar
A dor é um sorriso para a morte que espero como um noivo ao altar
Minha asas de sonhos perderam as forças para voar
A solidão é uma companheira interior
Não é o povoamento externo minha esperança
Gostaria de ser ainda um servo desejado
Um homem no querer mais completo de uma mulher
Um filho muito desejado
Um viajante sempre bem vindo
Espero por voce em meus sonhos
Em meus desejos procuro teu colo
E em seus braços morrer
Me diga da verdade da vida
Me mostre como não sofrer
Me traga um cálice doce
Para que eu assim possa querer viver