quinta-feira, 16 de maio de 2013

PEDAÇOS DE MIM II

Sou como brotoejas na pele dos poderosos
Sou o sagrado e o profano
Meu grito mudo incomoda ouvidos surdos
Há um não sei o que de desespero ao derreador
Minha morte acalmaria muitos corações
Por minha voz não poder mais acusa-los
Nem o meu dedo aponta-los
Não tenho medo de dizer
Meu calar não é covarde
É o preocupar com os meus
Sei ter culpa do que sei podem pagar inocentes
Já que assim agem os covardes
A nos apunhalar onde mais doí
Não fiz das minhas lutas caminhos para o poder ou a riqueza
Mas foram meus ideais a me impulsionar
Me impus contra os ditames dos saqueadores do poder
Me insurgir quando muitos esconderam-se além mares
Gritei por aqueles que estavam amordaçados
Lutei por aqueles que estavam presos
Pensei ter companheiros ao lado
Eram apenas outra gleba de usurpadores
Fui usado como lança a ferir
E como bandeira a proclamar a vitoria do bem
O bem para poucos o poder para alguns
Os que tombaram esquecidos estão
Os que já não servem mas aos atuais donos, abandonados à própria sorte
Meus pés ainda descalços
Minhas mãos vazias
Meu coração sangrando
Mas meus ideais ainda íntegros

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