Sou como brotoejas na pele dos poderosos
Sou o sagrado e o profano
Meu grito mudo incomoda ouvidos surdos
Há um não sei o que de desespero ao derreador
Minha morte acalmaria muitos corações
Por minha voz não poder mais acusa-los
Nem o meu dedo aponta-los
Não tenho medo de dizer
Meu calar não é covarde
É o preocupar com os meus
Sei ter culpa do que sei podem pagar inocentes
Já que assim agem os covardes
A nos apunhalar onde mais doí
Não fiz das minhas lutas caminhos para o poder ou a riqueza
Mas foram meus ideais a me impulsionar
Me impus contra os ditames dos saqueadores do poder
Me insurgir quando muitos esconderam-se além mares
Gritei por aqueles que estavam amordaçados
Lutei por aqueles que estavam presos
Pensei ter companheiros ao lado
Eram apenas outra gleba de usurpadores
Fui usado como lança a ferir
E como bandeira a proclamar a vitoria do bem
O bem para poucos o poder para alguns
Os que tombaram esquecidos estão
Os que já não servem mas aos atuais donos, abandonados à própria sorte
Meus pés ainda descalços
Minhas mãos vazias
Meu coração sangrando
Mas meus ideais ainda íntegros
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAqui vai meu comentário kkk
ResponderExcluirOutro excelente trabalho. Gostei muito!