quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

DIVAGAÇÕES

Em minha imaginação fujo do mundo a me rodear
Meu pensar é divergente da realidade que me cerca
É um divagar sem querer retorno, vivendo as fantasias 
Pobre é este ser que em verbo não existe
O meu delineamento é um simples pensar
Não que seja eu um viajante inconsciente, porém inconsequente sou
Onde me encontro neste pedaço do universo ?
Que partícula sou  deste grão de areia universal (Terra)?
Que importância posso ter desta insignificância que sou ? 
Procurando viver em meu quadrado, avanço outras fronteiras a mim procurar
Me procuro onde não estou, nem sei
Sou pedaços de um eu que já foi inteiro
Nem mesmo sou senhor do meu imaginar, quem dera do ser
Meu muito é muito pouco, mas mim sufoca 
Minhas mãos tateiam no escuro a mim procurar
É a minha voz que grita sem eco o meu nome
Meus olhos me buscam no espelho, sem enxergar
Minha procura por mim é colossal, sem esperanças
Um aperto de mão, um abraço, um aconchego já me seria um alivio 
Apenas queria que "eu" escrevesse pra mim. A me dizer TE AMO !
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário