segunda-feira, 5 de agosto de 2013

NUVENS NEGRAS

Meu céu estar enegrecido, meu horizonte visto é logo ali
Há um descompasso entre meu querer e meu ser
Se querer fosse poder teria eu o mundo
Minha procura é uma busca sem alcance
Mal enxergo meus pés no caminhar
A escuridão norteia o meu pensar
As suplicas que me alcançam o peito são inaudíveis
Como posso crescer em terra tão infertil ?
A morte me parece agora uma companheira desejada
De tão árdua que é esta solitária caminhada
Ofereci meus braços, pernas e mente a um ideal roubado
Longe se vão os sons dos hinos e sinos da vitoria
Mas quem é o vencedor ? Eu evidentemente não
Ouço as gargalhadas daqueles que se tornaram poder
Esquecidos agora dos que o deram, já não precisam dos tais
Na leva dos esquecidos encontra-se eu o "GUERREIRO" de outrora
Marginalizado no ostracismo, viajante sem fé do pensamento !
Nuvens de tempestade, tormentas e furações; prenuncia do meu futuro !

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