Se não falei das flores é que já não me parecem tão belas
Se do amor não sinto falta é que deixou de ser importante
No calvário da minha peligrinação, os pés já não sinto
Me foi tirado o direito ao prazer que nos torna viventes
Sonhos e fantasias fazem parte de um passado bem distante
Sonhar e fantasiar só para os outros meus achegados
Pareço pertencer agora ao ocaso da vida
Mesmo minhas lagrimas secaram, chorar já não posso
Meu soluçar engasgado é um nó em minha garganta
Aos céus clamo por uma viagem eterna, sem volta
Deste momento vivido não sentirei saudades
Sei que nem de mim saudades sentirão
Me diga então os eruditos, os sábios de que sirvo hoje ?
Minha mente ainda caminha mas meu corpo descansa
Há atividade em meu celebro, mas meu corpo há muito morreu
Histórias são muitas mas ninguém para ouvi-las
Meu passado e meu futuro já não importa-lhes
Sou um peso que precisa ser aliviado aos outros !
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